Segundo o estudo divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, neste período foram registradas no Brasil 278 mil casos de homicídios dolosos, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e outros óbitos decorrentes da intervenção policial no Brasil contra 256 mil mortes na guerra da Síria.
O relatório mostra ainda outros dados preocupantes. O Brasil ainda ocupa o primeiro lugar no ranking de mortes provocadas por policiais. São 160 assassinatos por dia, sendo 1 a cada 9 minutos. Desse total, pelo menos nove foram mortes cometidas por policiais em 2015, por dia, resultando num total de 3.345 pessoas. O número é 6,3% superior ao registrado no ano anterior. A taxa brasileira de letalidade policial, de 1,6 morte a cada grupo de 100 mil pessoas, supera a de países como Honduras (1,2) e África do Sul (1,1). Ao falar dos dados alarmantes, o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima destaca que apesar dos dados significativos, o Brasil parece não dar a devida importância ao problema.
"O Brasil apresenta umas mortes violentas intencionais em uma proporção mais acentuada do que acontece na Síria, mas infelizmente, nós nos acostumamos com essas informações e não nos indignamos. A gente não enfrenta o problema de forma articulada e integrada."
Já As unidades da Federação que mais aumentaram o número de mortes violentas foram o Rio Grande do Norte (elevação de 39,1%), Amazonas (19,6%), e Sergipe (18,2%). Os que mais diminuíram foram Alagoas (queda de 20,8%), o Distrito Federal (-13%), e o Rio de Janeiro (-12,9%). Para o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima quando os estados possuem políticas públicas unindo governos do Estado e Federal, o problema é priorizado e os resultados se mostram positivos com a redução de mortes violentas, como por exemplo, em Alagoas (-20,8%), Bahia (-0,9%), Ceará (-9,2%), Distrito Federal (-13%), Espírito Santo (-10,7%), Pernambuco (+12,4%), Rio de Janeiro (-12,9%), e São Paulo (-11,4%).

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